Salsinha é ótima para tratamento de doenças, como infecção urinária e pedras nos rins – Comando VP
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Salsinha é ótima para tratamento de doenças, como infecção urinária e pedras nos rins

A Salsa, também conhecida como Salsinha, Salsa-comum, Salsa-de-comer ou Salsa-hortense, é uma planta medicinal muito utilizada no tratamento de doenças renais, como infecção urinária e pedras nos rins, e no tratamento de problemas como gases intestinais, prisão de ventre e retensão de líquidos.

Tanto as suas folhas quanto as suas sementes e raízes são utilizadas para fazer remédios naturais, além de poderem ser utilizadas como tempero na culinária.
O consumo regular de salsinha traz os seguintes benefícios para a saúde:

Prevenir câncer, por ativar a glutationa, um potente antioxidante no organismo;
Prevenir gripes e envelhecimento precoce, por ser rica em antioxidantes como óleos essenciais, vitamina C e flavonoides, especialmente a luteolina;
Fortalecer o sistema imunológico, por ser rica em vitamina C e ter propriedades antibacterianas;
Prevenir anemia, por ser rica em ferro e ácido fólico;
Combater a retensão de líquidos, por ser diurética;
Prevenir e combater pedras nos rins, por estimular a eliminação de líquidos e ajudar a limpar os rins;
Prevenir doenças cardíacas, como aterosclerose, por ser rica em antioxidantes;
Ajudar no controle da diabetes;
Prevenir trombose e AVC, por evitar a formação de coágulos no sangue;
Melhorar a saúde da pele e a digestão, devido ao seu alto teor de antioxidantes;
Controlar a hipertensão, por ser diurética;
Combater infecção urinária, por ter ação antibacteriana e diurética.

Para utilizar na cozinha, deve-se escolher a salsa fresca com folhas bem verdes e firmes ou a salsa desidratada pura, de preferência orgânica, pois assim ela terá mais benefícios. Veja como usar outras ervas aromáticas para reduzir o sal das refeições.

Informação Nutricional
A tabela a seguir traz a informação nutricional para 100 g de salsa.

Quantidade: 100 g de salsa crua
Energia: 33 kcal
Carboidrato: 5,7 g
Proteínas: 3,3 g
Gordura: 0,6 g
Fibras: 1,9 g
Cálcio: 179 mg
Magnésio: 21 mg
Ferro: 3,2 mg
Zinco: 1,3 mg
Vitamina C: 51,7 mg
A melhor maneira para fazer a salsa fresca durar mais tempo é lavá-la apenas logo antes de usá-la, pois as folhas úmidas na geladeira tendem a escurecer e apodrecer mais rapidamente. Outra dica é guardar a salsa fresca na geladeira em um recipiente fechado e, para fazer as folhas durarem mais tempo, colocar um guardanapo ou folha de papel toalha sobre a salsa, para absorver a umidade e manter a frescura das folhas por mais tempo.

É uma planta bienal que, no primeiro ano, forma uma roseta de folhas muito divididas, alcança de 10 a 25 cm de altura e possui talos que podem chegar a exceder 60 cm, com floríferos de 1 a 3 cm e um tubérculo usado como reserva para o inverno. No segundo ano, desenvolve um talo de flor de até 75 cm de altura com folhas esparsas e umbela de topo plano com diâmetro de 3 a 10 cm, com várias flores verde-amareladas de 2 mm de diâmetro. As sementes são ovoides de 2 a 3mm. A planta normalmente morre após o amadurecimento das sementes.
Cultivo
O cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das ervas aromáticas mais populares da gastronomia mundial.

A reprodução é feita por sementes, num local ensolarado e em solo drenado que não seja demasiado compacto. Também pode ser cultivada em vasos fundos numa janela ensolarada. Desenvolve melhor entre 22 e 30 °C.[4] A germinação é lenta, durando de quatro a seis semanas, e, frequentemente, difícil, devido à furanocumarina que envolve a sua semente. Plantas cultivadas a partir dos talos são normalmente espaçadas em 10 cm, enquanto as cultivadas pela raiz são espaçadas em 20 cm para permitir o desenvolvimento da raiz.

A salsa atrai alguns animais. Certas espécies de borboletas põem seus ovos na planta. Quando eles eclodem, saem lagartas pretas com listras verdes e pontos amarelos que se alimentam da planta por duas semanas, até formarem a pupa. As abelhas e outros insetos que se alimentam de néctar visitam as flores, enquanto pássaros, como o pintassilgo-comum, se alimentam das sementes.

Cultivo

Salsinha, grupo crespo
No cultivo, a salsa é subdividida em vários grupos cultivares dependendo da forma da planta, que é relacionado a seu uso final. Elas são frequentemente tratadas como variedades botânicas, mas são seleções de cultivo, não de origem botânica natural.
Salsa de folhas
Os dois grupos principais de salsinha usados como ervas são as de folhas crespas (i.e.; P. crispum crispum group; syn. P. crispum var. crispum) e folhas lisas (P. crispum neapolitanum group; syn. P. crispum var. neapolitanum); desses, o grupo neapolitanum parece-se mais com a espécie selvagem. Alguns preferem cultivar a salsinha de folha lisa por ser mais fácil, sendo mais tolerante à chuva e ao sol, além de ter o sabor mais forte (apesar de discutível), enquanto a salsa de folhas crespas é preferida por outros devido à sua aparência mais decorativa. Um terceiro tipo, cultivado no sul da itália, tem galhos grossos, parecidos com o salsão.

Salsa de raiz

Petroselinum crispum tuberosum
A variedade de salsa grande Petroselinum crispum tuberosum (P. crispum radicosum group, syn. P. crispum var. tuberosum) possui uma raiz engrossada axonomorfa, parecida com a cherovia, que se consome como hortaliça crua ou cozida. Esta variedade tem folhas maiores e mais rugosas que a salsa comum, mais semelhantes à espécie silvestre.

Benefícios e precauções
A salsa fresca é rica em vitaminas e a sua celulose ajuda o movimento intestinal. Além de seu largo uso decorativo, a salsinha provê vários benefícios à saúde. É uma boa fonte de antioxidantes (especialmente luteolina), ácido fólico, vitamina C e vitamina A. Entre os benefícios à saúde declarados estão propriedades anti-inflamatórias e melhora no sistema imune.
Entretanto, a salsa não deve ser consumida em excesso por mulheres grávidas. É segura em quantidades normais de alimento, mas, em grandes quantidades, pode ter efeito indutor de parto, devido a um dos componentes do óleo essencial, o apiol.

Flávia Guerreiro Ruiz CRF 45105

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