'Clamo por justiça', afirma mulher que perdeu filha, neto e genro carbonizados – Comando VP
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‘Clamo por justiça’, afirma mulher que perdeu filha, neto e genro carbonizados

julgamento dos réus acusados de matar a família Gonçalves carbonizada em Santo André, no ABC Paulista, em janeiro de 2020, durante uma tentativa de roubo, está marcado para a próxima segunda-feira (21). Em entrevista à Record TV, Vera Lúcia Chagas Conceição, que perdeu a família, aguarda a punição dos envolvidos, entre eles a própria neta: “Só vejo três caixões do meu neto, genro e da minha filha, e eu prometi justiça, to clamando por justiça. Dia 21 ela vai ser feita”.

Usando o vestido da filha Flaviana e mostrando as roupas da família, ela se emocionou: “Isso foi o que sobrou dos meus filhos. Só isso. Eu vejo eles com a roupa, sabe? Vejo o Ruan brincando com o videogame”.

A morte do casal de empresários Romuyuki e Flaviana Gonçalves e do filho deles, Juan Victor, de 15 anos, teve o envolvimento da filha do casal e da namorada dela. Anaflávia Martins Gonçalves e Carina Ramos de Abreu foram acusadas de planejar a morte dos três integrantes da família.

As investigações apontaram a participação de mais três pessoas nos assassinatos: os irmãos Juliano Oliveira Ramos Júnior e Jonathan Fagundes Ramos, que são primos de Carina, e um amigo deles, Guilherme Ramos da Silva.

De acordo com a polícia, a filha do casal e a namorada informaram aos três suspeitos que havia R$ 85 mil na casa e ajudaram o trio a entrar na residência.

Segundo Anaflávia, Carina a convenceu de que não aconteceria nada à família a não ser uma simulação de assalto. Os irmãos também se sentiram enganados por Carina ao perceber que não havia dinheiro algum na casa: “Foi uma cilada que ela arranjou pra nós porque a intenção dela, na verdade, não era roubar o dinheiro, porque não tinha dinheiro, a intenção delas foi querer matar eles”.

Vaquinha para o júri

O irmão mais velho de Flaviana tirou a própria vida. “Destruiu minha família”, disse dona Vera, que precisa ajudar a cuidar do marido doente. Ela ganha um salário mínimo, vende sorvetes em casa e faz costuras.

Ela mora em Extrema, cidade do sul de Minas Gerais, e não tem nem dinheiro para acompanhar de perto o julgamento. Uma vaquinha foi organizada para que ela possa fazer a viagem até Santo André, em São Paulo. “Tenho vergonha, não sei pedir”, diz Vera.

Júri

O juiz Lucas Tambor Bueno, do Fórum de Santo André, marcou o Tribunal do Júri para o dia 21 de fevereiro às 13h30. Eles serão julgados por sete jurados.

Na decisão, o magistrado destacou que “a imputação de três crimes de homicídio multiqualificado, três crimes de ocultação de cadáver, roubo circunstanciado e associação criminosa é gravíssima e demonstra comportamento incompatível com o convívio em sociedade, não se admitindo a concessão de qualquer benefício liberatório a quem responde por tão graves condutas”.

De acordo com o advogado de Anaflávia, Sebastião Siqueira, “ela jamais queria participar do evento morte, ela foi envolvida no roubo dissimulado. Isso é fato, mas nas mortes jamais”.

Segundo a advogada de Juliano e Jonatan, Alessandra Jirardi, eles devem ser condenados de acordo com a conduta e não pelos homicídios.

O advogado de Guilherme, Leonardo Gomes, diz que “tem inúmeras provas que comprovam que ele não participou nem dos assassinatos e nem da queima dos corpos”.

Já o advogado de Carina, Pedro Sanches, defende que ela induz ao roubo ou furto, mas não participa dos homicídios.

O caso

Com a quebra de sigilo de contas na internet e conversas entre o casal por um aplicativo de mensagens, a Polícia Civil descobriu que Anaflávia e Carina fizeram pesquisas relacionadas aos assassinatos.

Elas pesquisaram termos referentes ao seguro de vida de Romuyuki, como “seguro de vida cobre quais mortes”, “seguro de vida por morte assassinato”, “segurado de homicídio”. As pesquisas foram feitas pelo celular da filha em 24 de dezembro de 2019, cerca de um mês antes do crime.

No dia 30 de dezembro, o casal pesquisou sobre a compra de um carro de luxo, apesar de estar endividado. Dois dias antes dos assassinatos, Carina também fez pesquisas para reformar o piso de uma casa. A metragem e a descrição da planta é compatível com o imóvel onde a família foi morta, o que indica a intenção de se apossarem da casa.

O assassinato da família foi descoberto em 28 de janeiro. Anaflávia e Carina foram presas um dia depois por serem suspeitas do crime. Jonathan Fagundes Ramos, Guilherme Ramos da Silva e Juliano Oliveira Ramos Junior tiveram a prisão decretada poucos dias depois.

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