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O óleo de prímula é indicado só para mulheres

O  óleo de prímula é indicado só para mulheres ou os homens também podem se beneficiar do composto?

Quais são os benefícios do óleo de prímula?

Função anti-inflamatória

Esse óleo é extraído das sementes da prímula, planta cujo nome científico é Oenothera biennis. O composto é rico em uma substância chamada ácido gama linolênico (GLA), usado para a síntese da prostaglandina, que tem função anti-inflamatória e atua no fortalecimento do sistema imunológico.

O óleo de prímula é utilizado, ainda, no controle de inflamações associadas à endometriose e no combate à dermatite atópica, doença inflamatória crônica que provoca intensa coceira e irritação na pele. Nesses casos, as substâncias anti-inflamatórias do composto agem diminuindo a sensação de coceira, ao mesmo tempo que o produto evita que a pele perca muita água, mantendo-a mais hidratada.

Controle dos hormônios femininos

Além de seu potencial anti-inflamatório, o óleo de prímula também atua no controle dos hormônios femininos, devido à presença do ácido linoleico em sua composição — daí a sua popularização no combate aos sintomas da TPM, como cólicas, dores nos seios e irritabilidade.

Aliás, por sua atuação nos hormônios femininos, o óleo de prímula também vem sendo utilizado para reduzir os sintomas da menopausa e para provocar uma maior sensação de bem-estar, já que ele ajuda a diminuir os afrontamentos — problema que atinge cerca de 75% das mulheres nessa fase e é caracterizado por uma sensação repentina de calor acompanhada de suor.

Como usar o óleo de prímula?

Por tratar-se de um composto natural, não é preciso ter uma receita médica para comprar o produto. A dosagem ideal pode variar de uma pessoa para outra, mas, via de regra, o consumo diário fica entre 500 mg e 1000 mg.

O produto é apresentado em cápsulas e, normalmente, seu consumo é fracionado em duas ou três porções diárias. Para que o composto seja melhor absorvido, elas devem ser tomadas antes das refeições, respeitando a dose recomendada.

O uso do óleo de prímula tem efeitos colaterais?

Muito raramente, pacientes que fazem uso do óleo de prímula podem apresentar efeitos colaterais, como náuseas e enjoos. Além disso, o óleo não deve ser consumido por pessoas que apresentam problemas neurológicos, distúrbios hemorrágicos, esquizofrenia e nem por gestantes, uma vez que o composto interfere na produção hormonal, o que poderia afetar o desenvolvimento do bebê.

O óleo de prímula possui uma gordura especial chamada de ácido gama-linolênico (AGL). Extraído da semente da prímula, tem efeitos terapêuticos comprovados no cuidado de diversos sintomas. A planta e sua raiz têm sido há muito utilizadas para fins medicinais – no tratamento de hemorroidas, inflamações de garganta e dores estomacais. Contudo, é relativamente recente o uso do óleo da semente de prímula. O AGL é um ácido graxo essencial que o corpo converte em compostos semelhantes a hormônios chamados prostaglandinas, que regulam muitas das funções corporais.

Embora o corpo possa fabricar o AGL a partir de outros tipos de gordura que consumimos, não existe outro alimento que apresente quantidades apreciáveis desse ácido. O óleo de prímula constitui uma fonte concentrada: 7 a 10% dos seus ácidos graxos estão sob a forma de AGL. A maioria dos estudos que investigam os efeitos do AGL utiliza o óleo de prímula, e, por esse motivo, ela é a fonte preferida desse ácido.

Como age o óleo de prímula

O organismo produz muitos tipos de prostaglandinas: algumas promovem o processo inflamatório, outras o controlam. O AGL no óleo de prímula é diretamente convertido em importantes prostaglandinas anti-inflamatórias, que são responsáveis pela maioria dos efeitos terapêuticos do suplemento. Além disso, o AGL é um componente importante das membranas celulares.

Muitos especialistas recomendam a aquisição do óleo com uma pequena quantidade de vitamina E. Os ácidos graxos no óleo de prímula se degradam rapidamente, e a vitamina E pode diminuir a velocidade desse processo.

Devido ao seu conteúdo de AGL, o óleo de prímula pode ser eficaz nos casos de distúrbios menstruais, como a TPM, as cólicas menstruais e a endometriose. Em particular, o óleo bloqueia as prostaglandinas inflamatórias que causam as cólicas menstruais. Além disso, ajuda a aliviar a sensibilidade da mama que algumas mulheres experimentam no período pré-menstrual. Desempenha também função importante na reversão da infertilidade em algumas mulheres. Confira este manual que te ajudará ainda mais a lidar com a TPM.

Auxílio na prevenção

Nas pessoas que sofrem de diabetes, o AGL no óleo de prímula demonstrou ser útil na prevenção dos danos nervosos; uma complicação comum dessa doença. Em um estudos com pessoas que sofriam de neuropatia diabética leve, o tratamento à base de óleo de prímula durante um ano reduziu o entorpecimento e o formigamento. Além disso, foi benéfico contra a perda de sensibilidade e outros sintomas relacionados com o distúrbio. A diabetes é uma doença muito comum, mas que ainda deixa dúvidas. Portanto, conheça os principais sintomas e como controlar.

Indicações:

Alívio da dor decorrente da artrite reumatoide.

Minimiza os sintomas do dano nervoso diabético.

Alivia os sintomas do eczema.

Ajuda no tratamento da tensão pré-menstrual, da endometriose e nas cólicas menstruais.

Diminui a inflamação decorrente da acne, da rosácea e de lesões musculares.

O óleo de prímula também é indicado no tratamento de eczemas. O eczema é uma doença alérgica na pele que pode desenvolver-se caso o organismo tenha problemas em converter as gorduras dos alimentos em AGL. Estudos realizados em pessoas que apresentavam eczema indicam que tomar o óleo durante três ou quatro meses pode ajudar a aliviar a coceira. Além disso, pode reduzir a necessidade de corticosteróides tópicos e de drogas com efeitos colaterais desagradáveis.

Como tomar

Embora o óleo seja comercializado na forma líquida, as cápsulas gelatinosas podem ser mais conveniente para tomar. A dose terapêutica recomendada geralmente é de 1.000 mg, três vezes ao dia. Essa dosagem fornece 240 mg de AGL por dia. Contudo, para aliviar sintomas da doença de Raynaud, aplique topicamente aos dedos.

Tome junto com as refeições para aumentar a absorção. Em estudos, cerca de 2% dos participantes que utilizavam o óleo de prímula experimentaram flatulências ou algum desconforto gastrointestinal. Contudo, o consumo associado aos alimentos pode diminuir esses efeitos.

Flávia Guerreiro Ruiz CRF 45.105

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