Rápidas e fatais
Temos um belo circo instalado na Av Getúlio Vargas em São Carlos. Malabaristas, equilibristas, trapezistas e palhaços. A alegria da garotada. Lona montada, espetáculo pronto, vendedores apostos e tudo arrumado para receber um público buscando diversão.
Isso é o que deve acontecer diariamente durante as apresentações. Porém, muitos expectadores tem preferido assistir as sessões da Câmara municipal de São Carlos.
Um verdadeiro desfile de incoerências e colocações que nada tem a ver com processo legislativo.
Agressões pessoais, inclusive com quem nem mais figura no cenário político. Agressões ao prefeito, seus secretários e familiares, de forma rasteira e imprópria para o local. Um verdadeiro circo. Um espetáculo deprimente que não tem a menor graça, mas concorre com os artistas profissionais circenses.
Concorrência desleal.
Infelizmente utilizando o dinheiro público.
Pense nisso.
Confusão na escola.
Aconteceu está semana.
Uma grande confusão em uma muito bem conceituada escola municipal de nossa cidade.
Tudo começou quando um vereador recebeu uma denuncia de que estaria ocorrendo uma exposição de trabalhos de alunos na referida escola. Até aí tudo bem. Isso acontece diariamente. Mas a denuncia relatava que alguns trabalhos faziam apologia ao movimento LGBT. Pronto. O vereador que pertence a uma igreja evangélica tratou de se reunir com outros vereadores contrários a divulgação desses movimentos em escolas.
Resolvem então comparecer na escola e certificarem-se da existência de tais trabalhos.
Um vereador mais exaltado e nervoso com tal situação retirou um trabalho da exposição e o levou até a direção. Ouve gritaria e bate boca. Ate o secretário municipal de educação foi chamado. Péssimo exemplo para todos da escola, principalmente para os alunos.
Será isso uma manifestação da intolerância presente nos dias de hoje?
Será isso possível de acontecer em uma escola de nossa cidade?
Mas aconteceu.
Claro que temos nossas crenças religiosas e nossas posições com relação a preferência ou escolha sexual das pessoas. Cada cidadão deve ter suas opiniões sobre esses temas mas, antes de tudo, temos que respeitar a opinião dos outros. Nunca impor nossas convicções, preferências ou ideias.
Falta respeito com o próximo.
Ao final, a polícia militar foi chamada e lavrou até um boletim de ocorrência.
Esse fato continuou a ser discutido na sessão da Câmara municipal do dia 18 de setembro, onde o vereador nervoso acabou chamando o secretário da educação de gay.
Isso a meu ver, nada acrescenta no processo educativo, ao contrário, mostra a que ponto chegamos com a intolerância e falta de diálogo entre os agentes públicos.
Pense nisso.
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