No Dia Mundial do AVC, profissionais da unidade especializada contam como acompanham os pacientes e celebram cada avanço durante a internação
Conseguir tomar banho no chuveiro pode parecer uma atividade simples. Para um paciente que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e precisou de cuidados no leito, porém, esse momento pode representar uma conquista importante. Na Unidade de AVC da Santa Casa de São Carlos, avanços como esse fazem parte da rotina dos profissionais que acompanham a recuperação dos pacientes.
“Quando vai para o chuveiro, a gente conta até vitória. A gente se emociona junto com eles”, conta a técnica de enfermagem Rosemeire Vieira, que acompanha de perto as dificuldades e os progressos de quem passa pela unidade. Para ela, a convivência durante a internação cria vínculos que vão além dos cuidados diários. “Cada um tem a sua história. A conquista deles é a nossa também.”
No Dia Mundial do AVC, em 29 de outubro, os relatos dos profissionais mostram o trabalho realizado na Unidade de Tratamento de AVC Marco Antônio Nagliati, inaugurada em 2024. O espaço conta com seis leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), equipamentos para acompanhar as condições clínicas dos pacientes e uma equipe de diferentes especialidades.
Segundo a coordenadora de enfermagem da unidade, Gabrieli Rohrer, a Santa Casa conta com um protocolo de atendimento e profissionais preparados para agir rapidamente diante de uma suspeita de AVC.
“Hoje nós temos um protocolo muito bem estabelecido, com uma equipe muito bem alinhada para executá-lo e atender às necessidades do paciente no menor tempo possível. Para o AVC, cada minuto conta”, explica.
Além da equipe médica e de enfermagem, o acompanhamento envolve fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e profissionais da hotelaria, que contribuem para os cuidados e a rotina dos pacientes. O trabalho considera as necessidades de cada pessoa e busca favorecer sua recuperação, que pode ocorrer de maneiras diferentes.
O enfermeiro Vagner Garcia conhece bem esse processo. Ele relata que alguns pacientes chegam à unidade com dificuldades até para segurar uma colher e se alimentar sozinhos. Aos poucos, com o acompanhamento dos profissionais e a participação dos próprios pacientes, atividades antes comprometidas podem ser retomadas.
Para o enfermeiro, essas mudanças são motivo de satisfação para toda a equipe. Ele também destaca a importância de reconhecer o esforço de quem enfrenta as consequências da doença e participa ativamente da própria recuperação.
O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro fica obstruído ou se rompe. Entre os sinais de alerta estão boca torta, dificuldade para falar, perda de força ou formigamento em um lado do corpo, alterações na visão, tontura, perda de equilíbrio, confusão mental e dor de cabeça súbita e intensa. Diante de qualquer suspeita, a orientação é ligar imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, mesmo que os sintomas desapareçam.
Para o provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior, o trabalho desenvolvido na Unidade de AVC merece reconhecimento pela dedicação dos profissionais e pelo cuidado oferecido aos pacientes.
“Quero agradecer a cada profissional que participa desse atendimento, desde a chegada do paciente ao hospital até os cuidados durante a internação. São pessoas que, além do conhecimento técnico, dedicam atenção e carinho a quem está passando por um momento difícil. Cada avanço na recuperação de um paciente também representa o esforço de muitos profissionais. É um trabalho que merece todo o nosso reconhecimento e agradecimento.”

