Mês dos Professores e a realidade que ninguém quer enfrentar

    Foto: Divulgação. Por Silvio dos Santos Martins**   O Dia do Professor é comemorado anualmente todo dia 15 de outubro, celebrando uma profissão que é fundamental para a formação de todas as outras para a sociedade. Trata-se de uma função essencial quanto nossa convivência em comunidade, uma vez que é por meio da Educação que realidades são transformadas, moldando o caráter, a personalidade e o senso crítico das crianças, adolescentes e adultos. Ser professor exige disposição, amor e visão de futuro. Trabalhamos com seres humanos que entram nas salas de aula com diferentes histórias, vivências e sonhos. Nosso papel é conduzir essas pessoas até seus objetivos, agregando conhecimento, ética e respeito ao próximo. Essa jornada não é fácil. Há anos, nossa categoria perde seus direitos, principalmente na educação básica. A relação entre professor e aluno nunca foi tão delicada, assim como os diversos cortes que os governos estaduais e municipais estão fazendo ao longo dos últimos anos e décadas.Um dos principais temas em debate entre professores do Estado de São Paulo é a aprovação da Lei Complementar nº 1.425/2025, que propõe reajuste salarial de 5% a servidores públicos, incluindo o magistério. Em suma, a legislação garante a proximidade dos vencimentos-base com o piso nacional, atualmente de R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais. Embora seja um avanço, está longe de ser a remuneração adequada paga aos professores, principalmente quando olhamos na prática, uma vez que a maioria não receberá o reajuste, porque o abono complementar previsto na Lei 11.738/2008 prevê uma diminuição no valor relativo ao piso salarial quando há reajustes no salário-base. O salário aumenta, o abono diminui e, no final das contas, o que cai na conta continua o mesmo. Esse reajuste beneficia apenas a parcela de docentes que já recebem o piso salarial sem a necessidade de abono, ou seja, uma minoria. Por isso, não basta apenas parabenizar no dia 15 de outubro. É preciso valorizar de verdade, oferecendo condições dignas, salários justos, respeito à carreira e reconhecimento pelo papel essencial dos professores. Sem isso, a profissão continuará esquecida e desvalorizada, e o dia do professor será apenas mais uma data no calendário, sem gerar as mudanças reais e tão necessárias. *Silvio dos Santos Martins é professor e presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP). Formado em Pedagogia e Letras, iniciou sua carreira como professor do ensino fundamental em 1964 e atuou em funções de gestão escolar até sua aposentadoria, em 2005. Também lecionou no ensino superior, na Universidade de Marília, e teve uma carreira na comunicação, como fotógrafo profissional e locutor de rádio. Desde 1988, dirige a Sede Regional do CPP em Tupã, consolidando décadas de experiência na defesa e valorização dos educadores.

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