Maicol Antônio Sales dos Santos, de 23 anos, foi indiciado nesta segunda-feira (31/3) pelo assassinato brutal da jovem Vitória Regina, de 17 anos, em Cajamar, na região metropolitana da capital. Após confessar a autoria do crime, ele vai responder por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a equipe de investigação da Delegacia de Cajamar realiza novas diligências na casa de Maicol e não descarta a possibilidade de realizar novas perícias. A polícia ainda aguarda o resultado de exames do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística. O corpo de Vitória Regina foi encontrado no último dia 5 de março, em uma área de mata de Cajamar, após a adolescente ficar uma semana desaparecida. Durante as investigações, a polícia divulgou informações falsas, como a de que ela havia sido decapitada e vítima de tortura. O laudo necroscópico, no entanto, indicou apenas que ela tinha sido vítima de três facadas. Maicol foi preso em 8 de março, após seu carro ser visto próximo à cena do crime e divergências entre seu depoimento e o depoimento de sua esposa. A confissão ocorreu em 17 de março. Em interrogatório sem seus advogados, ele disse que agiu sozinho e que cometeu o crime em razão de supostas chantagens feitas por Vitória. Segundo Maicol, a menina estaria ameaçando contar para a esposa dele sobre um caso que eles teriam tido há um ano e meio.
A defesa do suspeito afirma que ele teria sido coagido a confessar e tenta reverter na Justiça o interrogatório. Os advogados chegaram a divulgar um áudio em que Maicol diz ter “inventado” a história para “livrar sua família”.
Ouça:
A morte de Vitória
- Vitória Regina de Souza, de 17 anos, foi encontrada assassinada na tarde do dia 5 de março, em uma área rural de Cajamar, na Grande São Paulo. Ela estava desaparecida desde o dia 26 de fevereiro, quando voltava do trabalho.
- Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o corpo estava em avançado estado de decomposição. A família reconheceu o corpo por conta das tatuagens no braço e na perna e um piercing no umbigo.
- Imagens de câmeras de segurança mostram a jovem chegando a um ponto de ônibus no dia 26 de fevereiro e, posteriormente, entrando no transporte público. Antes de entrar no coletivo, a adolescente enviou áudios para uma amiga nos quais relatou a abordagem de homens suspeitos em um carro, enquanto ela estava no ponto de ônibus.
- Nos prints da conversa, a adolescente afirma que outros dois homens estavam no mesmo ponto de ônibus e que lhe causavam medo. Em seguida, ela entra no ônibus e diz que os dois subiram junto com ela no transporte público — e um sentou atrás dela.
- Por fim, Vitória desce do transporte público e caminha em direção a sua casa, em uma área rural de Cajamar. No caminho, ela enviou um último áudio para a amiga, dizendo que os dois não haviam descido junto com ela. “Tá de boaça”. Foi o último sinal de Vitória com vida.
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