Levantamento do Núcleo Econômico da entidade mostra desaceleração na geração de vagas no município em comparação com os meses de maio dos três anos anteriores
São Carlos registrou saldo positivo de 52 empregos formais em maio de 2026, segundo o Informativo Econômico da ACISC, divulgado nesta segunda-feira, 6 de julho, com base nos dados publicados pelo Ministério do Trabalho sobre o emprego celetista no Brasil. O resultado local foi obtido a partir de 3.898 admissões e 3.846 desligamentos no mês.
Com o desempenho de maio, o estoque de trabalhadores com carteira assinada em São Carlos chegou a 90.159 contratos, o equivalente a 35,4% da população do município. Apesar do saldo positivo, o levantamento aponta uma redução expressiva na geração de vagas em comparação com os meses de maio de anos anteriores. Em 2023, o saldo havia sido de 118 empregos; em 2024, de 183; e, em 2025, de 269.
Nos cinco primeiros meses de 2026, São Carlos acumulou saldo positivo de 1.722 novos contratos formais. Para a presidente da ACISC, Ivone Zanquim, o resultado reforça a necessidade de acompanhar de perto o comportamento do mercado de trabalho local. “O saldo positivo é importante, mas a desaceleração em maio exige atenção. O emprego formal é um dos principais indicadores da atividade econômica e precisa ser analisado com responsabilidade, especialmente em uma cidade com a relevância produtiva de São Carlos”, afirmou.
No cenário nacional, o Brasil criou 72.960 postos de trabalho com carteira assinada em maio de 2026. O resultado foi consequência de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. O total de vínculos formais no país chegou a 47.877.989, com variação de 0,15% em relação ao estoque do mês anterior.
Nos últimos 12 meses, entre junho de 2025 e maio de 2026, o saldo nacional foi de 1.132.820 empregos formais. No período, foram registradas 26.800.583 admissões e 25.667.763 desligamentos. O informativo destaca, porém, que 33.478 postos, ou 47% do saldo de maio, corresponderam a contratos de aprendizes, intermitentes, temporários ou com carga horária de até 30 horas.
Entre as regiões do país, o Sudeste liderou a geração de empregos em maio, com 45.873 novos postos. O Estado de São Paulo teve o maior resultado regional, com 18.224 vagas criadas. O Nordeste registrou 23.351 novos postos, seguido pela região Norte, com 5.061, e pelo Centro-Oeste, com 2.016. A região Sul foi a única com desempenho negativo, ao fechar 4.109 vagas no mês.
Por setores, os serviços concentraram a maior expansão, com 45.655 novos postos. Em seguida apareceram a construção, com 12.096 vagas; a agropecuária, com 10.205; a indústria geral, com 4.974; e o comércio, com saldo de 40 empregos. No setor de serviços, a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais responderam por 46% das vagas criadas no segmento.
Segundo o economista Elton Casagrande, do Núcleo Econômico da ACISC, a composição dos dados ajuda a entender a qualidade e a distribuição da geração de empregos. “O número agregado mostra crescimento, mas é preciso observar quais setores estão contratando, quais tipos de vínculo estão sendo criados e como isso se reflete na economia local. Em São Carlos, o saldo de maio foi positivo, porém menor do que nos anos anteriores, o que sinaliza perda de ritmo no curto prazo”, avaliou.
O salário médio de contratação no Brasil com carteira assinada chegou a R$ 2.384,10 em maio. A maioria dos novos contratados no país tinha ensino médio completo, com saldo de 60.509 vínculos. A faixa etária de 18 a 24 anos respondeu por 71.900 novos contratos, o equivalente a 98,5% do total registrado no mês.
O informativo da ACISC aponta que o acompanhamento mensal do emprego formal é uma ferramenta importante para compreender a dinâmica econômica de São Carlos e orientar decisões de empresários, trabalhadores e gestores públicos. Mesmo com saldo positivo no acumulado do ano, o resultado de maio indica a necessidade de atenção ao ritmo de geração de vagas e ao fortalecimento das atividades produtivas no município.

