Quadrilha acusada de sequestro é presa pela Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu mais quatro envolvidos em sequestros de empresários para extorquir valores via PIX. A terceira fase da “Operação Criptopix” ocorreu nesta terça-feira (24-03-2026).
As investigações estão sendo feitas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Delegacia Seccional de Sertãozinho. Nesta terceira fase da operação, as ações se concentraram em duas cidades da região: Jaboticabal e Monte Alto. Além disso, também foram cumpridos mandados em Osasco e Itapecerica da Serra.
Na residência de um dos investigados, os investigadores aprenderam um simulacro de arma de fogo e a capa de um colete balístico. Os quatro mandados de prisão foram cumpridos contra pessoas direta ou indiretamente envolvidas no crime de extorsão.
Empresários eram sequestrados por uma quadrilha e obrigados a realizar transferências via PIX em cativeiro. Segundo a investigação, o dinheiro era convertido em criptomoedas para dificultar o rastreamento.
Os mandados foram cumpridos com a ajuda de equipes da Polícia Militar e Guarda Civil Municipal. Uma mulher de 27 anos foi presa em Osasco e um homem de 27 anos foi preso em Itapecerica da Serra. Na região, um homem de 31 anos foi preso em Jaboticabal e uma mulher de 25 anos em Monte Alto.
Relembre o caso
Cinco pessoas foram presas em 10 de fevereiro durante a Operação Criptopix, acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em extorsão mediante sequestro. A ação ocorreu em Belo Horizonte (MG) e nas cidades paulistas de Guarujá, Guariba, Monte Alto e Jaboticabal, estas três na região metropolitana de Ribeirão Preto. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Sertãozinho, com apoio da Polícia Militar.
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava violência para obrigar as vítimas a realizar transferências via Pix. Após receber os valores, os suspeitos empregavam uma estrutura financeira com uso de “laranjas” para dificultar o rastreamento do dinheiro, que posteriormente era convertido em criptomoedas.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Os investigados foram localizados em Belo Horizonte, Guarujá, Jaboticabal e Guariba, e uma pistola calibre 9 milímetros foi apreendida.
No dia 8 de março, a Delegacia Seccional de Sertãozinho realizou a segunda fase da Operação Criptopix. A ação ocorreu em Guariba, onde os líderes da organização criminosa viviam.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e um homem de 27 anos foi preso em Guariba. Ele é apontado como responsável por movimentar e ocultar os valores obtidos nos crimes.
O suspeito também teria participado do sequestro de um empresário em 2024, em Jaboticabal, que conseguiu fugir após reagir. Na casa dele, foram apreendidos veículos, carteiras de criptomoedas e documentos relevantes.
Por Adalberto Luque Tribuna Ribeirão
Fotos: Divulgação/Polícia Civil

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