Advogado de Lulinha pede ao STF acesso a investigação do INSS

A defesa do filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir cópia das investigações sobre desvios de dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS. A coluna apurou que um dos objetivos é saber se Lulinha está sendo investigado. O relator é o ministro André Mendonça. Como mostrou a coluna, dois dirigentes do alto escalão do INSS firmaram acordos de delação premiada para detalhar o esquema e citaram Lulinha e a ex-ministra do governo Bolsonaro Flávia Arruda. O esquema no INSS começou no governo Bolsonaro e aumentou exponencialmente no governo Lula. A Farra do INSS só começou a ser investigada após série de reportagens do Metrópoles. Em dezembro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou à CPMI do INSS que “infelizmente, surgiu essa possibilidade e que eu não posso comentar pelo sigilo da investigação”, ao ser questionado sobre as citações a Lulinha. O presidente Lula contou que chamou seu filho para uma conversa sobre o assunto e mandou ele se explicar. Em nota à coluna nesta quarta-feira, 25/2, a defesa de Lulinha afirmou que ele “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”. É a primeira vez que ele comenta sobre o tema por meio de advogados constituídos. Na longa nota, a defesa limita-se a criticar o trabalho da imprensa e não esclarece qual a relação de Lulinha com o Careca do INSS. “Diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação, tendo Fábio se colocado à disposição daquele Tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário após ter conhecimento do que existe (ou não existe) naqueles autos – acesso esse que ainda não lhe foi concedido, o que impede qualquer outra manifestação neste momento, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis”, escreveu o advogado Guilherme Santos. A coluna apurou que Lulinha foi aconselhado pelos advogados e não prestar qualquer escllarecimentos à CPMI do INSS. A base do governo Lula tem blindado o filho do presidente derrubando todos os requerimentos para investigar suas relações com Careca do INSS. Leia a íntegra da carta da defesa de Lulinha São Paulo, 25 de fevereiro de 2026. Recebemos com surpresa a matéria veiculada no Metrópoles afirmando que um ex-procurador e um ex-diretor do INSS teriam fechado acordo de delação premiada delatando “Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão”. A matéria não informa nenhum dado concreto sobre o que seria delatado e qual a suposta e alegada participação de Fábio, o que impede qualquer esclarecimento além do fato de que Fábio Luís não conhece esses indivíduos e jamais teve com eles qualquer tipo de relação, financeira, pessoal ou profissional. Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa. As negociações de acordos de delação são sigilosas por previsão legal e jurisprudencial, tornando inverificável a sua existência – factóide que foi negado pela defesa de um dos supostos delatores – e a confirmação de seu conteúdo, que foi meramente mencionado sem apresentação de fatos ou detalhes. A publicação desse dado vazio na véspera de sessão da CPMI que notoriamente vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís naquele procedimento será fatalmente utilizada para fins políticos antes de sua confirmação, escancarando a irresponsabilidade de setores com interesses específicos e políticos. Lamentamos que mais uma vez o nome de Fábio Luís Lula da Silva esteja sendo utilizado indevidamente com interesses escusos, em mais uma tentativa de atingir indiretamente o governo. Todas as afirmações levianas do passado se comprovaram falsas, o que acontecerá também neste caso. Finalmente, reitero que diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação, tendo Fábio se colocado à disposição daquele Tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário após ter conhecimento do que existe (ou não existe) naqueles autos – acesso esse que ainda não lhe foi concedido, o que impede qualquer outra manifestação atual, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis. GUILHERME SUGUIMORI SANTOS OAB/SP 295.675 Fonte: https://www.metropoles.com/

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