Após 23 dias do desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), a força-tarefa montada em Bacabal (MA) mudou de estratégia. Sem vestígios das crianças, a intensidade nas buscas foram reduzidas desde a última semana e os esforços passaram a ser concentrados na investigação criminal, com foco em novas hipóteses sobre o paradeiro dos irmãos.
Na última terça-feira (22/1), as busca aquáticas no Rio Mearim foram encerradas. Cães farejadores chegaram a seguir o rastro de Ágatha Isabelly e Allan Michael até as margens do rio, mas nenhuma pista concreta foi encontrada. Ao todo, equipes da Marinha, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos realizaram varreduras ininterruptas durante cinco dias. Foram vistoriados cerca de 19 quilômetros do rio, sendo cinco deles analisados de forma minuciosa.
Segundo o capitão Simões, da Marinha do Brasil, 11 pontos de interesse chegaram a ser identificados e repassados aos mergulhadores, mas a possibilidade de as crianças, ou vestígios delas, estarem no trecho considerado mais provável foi descartada. “Na parte fluvial e subaquática, esgotamos essa possibilidade”, afirmou. No trabalho terrestre, o Exército Brasileiro informou que aproximadamente 200 quilômetros de mata e áreas de difícil acesso já foram percorridos desde a data de desaparecimento dos irmãos. Para o coronel Duque, a ausência de corpos ou sinais de crime mantém a esperança de que Ágatha e Allan possam estar vivos em outro local. Uma equipe especializada em rastreamento segue na região, com apoio de drones e equipamentos de inteligência, pronta para atuar caso surjam novos indícios. Com a área de buscas considerada “saturada”, as forças de segurança agora aprofundam linhas investigativas. Ao Metrópoles, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), disse que nenhuma hipótese está descartada, incluindo ataque por animais silvestres ou sequestro. A prefeitura também mantém a recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas que levem ao paradeiro das crianças. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo disque denúncia 181. A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) afirma que as equipes permanecem em prontidão e que buscas pontuais podem ser retomadas se houver novas informações. Fonte: https://www.metropoles.com

