Comércio aposta na Black Friday e no 13º salário para impulsionar vendas de fim de ano

Expectativa é positiva, mas alto endividamento das famílias ainda preocupa o setor varejista, avaliam especialistas da ACISC Novembro e dezembro são meses decisivos para o comércio brasileiro — um período em que as lojas físicas e plataformas digitais se preparam para um aumento significativo na movimentação de clientes e nas vendas. A combinação entre a Black Friday, o pagamento do 13º salário e as tradicionais compras de Natal gera otimismo no setor, mas o cenário ainda requer cautela diante do alto nível de endividamento das famílias. Segundo o economista do Núcleo Econômico da ACISC, Elton Casagrande, a expansão do mercado de trabalho, ainda que com crescimento moderado dos rendimentos, ajuda a formar uma massa salarial superior à dos anos anteriores, o que tende a impactar positivamente o comércio. “O número de pessoas empregadas aumentou, e isso amplia o volume total de renda circulando na economia. Mesmo que o rendimento médio não tenha crescido tanto, o efeito agregado é favorável às vendas”, explica. No entanto, Casagrande ressalta que o endividamento das famílias continua alto — alcançando entre 73% e 78% em algumas pesquisas — e pode limitar o poder de compra. “Embora a inadimplência esteja estável, o fato de muitas famílias estarem comprometidas com empréstimos e financiamentos concorre diretamente com o consumo. O 13º salário e as premiações de fim de ano aliviam um pouco, mas não eliminam o impacto dos juros elevados e da inflação acumulada”, pondera o economista. Black Friday aquece o varejo A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, destaca que o comércio local tem se preparado intensamente para a Black Friday, uma das datas mais aguardadas do calendário. “É uma oportunidade para atrair novos consumidores e fidelizar clientes. As lojas estão investindo em promoções, vitrines temáticas e estratégias digitais, como marketplace e redes sociais, que permitem comparar preços e aumentar o alcance das ofertas”, afirma. Ivone também reforça a importância da presença física no comércio neste período. “Apesar do avanço das vendas online, o contato direto entre cliente e equipe de vendas continua essencial. A experiência de compra, o atendimento e o vínculo com o consumidor fazem toda a diferença — especialmente nas compras de Natal”, completa. Expectativa positiva, mas com cautela Para o setor varejista, o último bimestre do ano é sinônimo de esperança. “Mesmo com os desafios, há uma tendência de crescimento nas vendas, especialmente em segmentos como vestuário, calçados, eletroeletrônicos e presentes. O consumidor busca oportunidades e o comércio está pronto para recebê-lo”, avalia Casagrande. Ainda assim, a expectativa é de crescimento moderado. “Se o aumento de faturamento vai superar o do ano passado em termos reais, descontada a inflação, ainda é uma incógnita”, conclui o economista.

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