Danilo Cavalcante foi preso nesta quarta-feira, após ficar 14 dias foragido nos EUA

Terminou nesta quarta-feira (13) a caçada da polícia americana ao brasileiro Danilo Cavalcante, que escapou da penitenciária do condado de Chester em 31 de agosto. Foram 14 dias entre a fuga cinematográfica e a prisão, o que deixou tensa a população local. Diante disso, alguns moradores da região do local da fuga decidiram caçar por conta própria o homem condenado à prisão perpétua por matar a ex-namorada Deborah Brandão com mais de 30 facadas. Conforme relato de Luís Claudio Del Papa, natural de São Paulo e que trabalha em uma empresa de tecnologia na cidade de Filadélfia, capital do estado da Pensilvânia, "há uma grande desconfiança da população em relação à polícia”. “Todo mundo achava que ele seria capturado muito rápido. Mas foi passando o tempo, e as pessoas começaram a questionar se ela [a polícia] está fazendo o trabalho certo”, disse Del Papa. A demora para recapturar o brasileiro mudou a rotina da população, já que havia restrições para ir aos supermercados e houve escolas fechadas — medidas adotadas para restringir a circulação de pessoas e também para facilitar a identificação do presidiário em fuga. Isso afetava o dia a dia, diz o brasileiro. "As crianças não vão para a escola, as pessoas não podem sair de casa, vai deixando todo mundo nervoso", disse. O resultado, acrescenta o brasileiro que vive há cerca de cinco anos na Pensilvânia, é que algumas pessoas incomodadas com a situação — e armadas — decidiram sair às ruas para tentar encontrar Danilo Cavalcante. "Aqui é muito fácil adquirir arma, tem muita gente armada. E essas pessoas acham que, já que a polícia não está fazendo o trabalho dela, elas podem sair de casa e fazer o trabalho das autoridades", explicou.
Del Papa relatou que havia pessoas "de scooter com fuzil na mão, indo para cima e para baixo tentando perseguir o cara”. A polícia local sempre foi contrária à participação da população na busca pelo brasileiro, detido hoje. Em entrevista coletiva, o tenente-coronel George Bivens, da polícia da Pensilvânia, afirmou que os cidadãos que participaram da busca não têm autoridade e poderiam enfrentar consequências legais. "Eles não estão nos ajudando de forma nenhumae, de fato, se tornam um obstáculo", disse Bivens em uma coletiva de imprensa na segunda-feira. "Alguns de nossos recursos têm que ser desviados em momentos em que eles se inserem em uma cena. Não é útil, eu gostaria que eles não fizessem isso, eu pedi que não fizessem. Mas eu não posso impedi-los, em alguns casos, de fazer isso", reclamou, na ocasião.

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