Após 11 dias internada na UTI de queimados do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), a jovem Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos, morreu nesse domingo (8/2/2026). Ela
teve o corpo incendiado em 28 de janeiro, na frente da filha, de 3.
De acordo com a família da jovem, ela
teria sido queimada pelo companheiro Raffael Castro da Silva, de 22. O crime ocorreu na casa onde eles moravam, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital goiana.
Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado como feminicídio.
Mãe procurou a Justiça
O caso ocorreu na noite de quarta-feira (28/1), mas só chegou oficialmente ao conhecimento da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) dois dias depois, mesmo dia em que a mãe da jovem soube da gravidade do estado de saúde da filha. Diante da situação, a mulher procurou a Justiça e solicitou medida protetiva em favor de Emilli.
Segundo os familiares dela, o crime foi cometido pelo companheiro da vítima, de 22, que alegou ter acontecido um acidente doméstico. No entanto, a versão do jovem foi questionada após a filha do casal dizer à polícia que “o papai jogou fogo na mamãe”.
Alegou acidente
À Polícia Civil, o homem relatou que Emilli teria passado álcool na pia da cozinha enquanto preparava o jantar, momento em que o produto teria pegado fogo e causado uma explosão. Segundo ele, as chamas atingiram a jovem, que foi socorrida e colocada embaixo do chuveiro para conter o fogo.
O homem ainda alegou que não avisou a família porque a própria vítima teria pedido para não preocupar os parentes.
A versão começou a ser questionada após o relato da filha do casal. A criança, que também estava no hospital, foi levada pelos avós até uma lanchonete e, ao ser questionada sobre o que havia acontecido, respondeu de forma espontânea que viu o pai atear fogo à mãe.
o relato do pai, a menina estava na sala no momento do incêndio e por pouco não foi atingida pelas chamas.
Violência doméstica
Os familiares também contaram para a polícia que a jovem havia sido vítima de agressões anteriores no relacionamento. Em uma das ocasiões, a Emilli chegou a ficar na casa da mãe por um período, mas acabou retomando a convivência com o namorado.
Vizinhos do casal também relataram que brigas frequentes eram ouvidas no apartamento, principalmente aos fins de semana. Até o momento, não há informações se o suspeito foi preso. A investigação segue sob sigilo para preservar mãe e filha, considerada vítima indireta da violência.
Fonte: https://www.metropoles.com