Em entrevista, mulher conta que achou partes do irmão no freezer

Durante o velório de Thiago Lourenço Morgado (foto em destaque) — homem que teve o corpo esquartejado e batido em um liquidificador pelo colega com quem dividia uma residência no Rio de Janeiro (RJ) — a irmã da vítima, Jancilane Morgado, contou, em entrevista coletiva, que encontrou partes do corpo armazenadas em um freezer.

Segundo a mulher, os membros estavam escondidos na geladeira da casa em que a vítima e o suspeito, Bruno Guimarães da Cunha Chagas, moravam.

Em seu relato, ela, mesmo abalada, detalhou a descoberta. Thiago trabalhava como gerente em uma padaria no centro do Rio de Janeiro (RJ), mesma região em que morava. No domingo (13/7), porém, colegas do homem receberam uma mensagem suspeita em que ele supostamente dizia que não trabalharia mais ali.

Como a escrita estava diferente da forma em que Thiago habitualmente digitava, os funcionários comunicaram a familiar. Jancilane decidiu ir à casa do irmão.

“Quando ele (o suspeito) abriu a casa, estava em um estado deplorável. Quando cheguei no quarto do Thiago as roupas dele estavam lá, os documentos, então eu falei que o Thiago não havia se mudado; peguei os documentos do meu irmão e, quando ele parou em frente à geladeira, eu disse que queria olhar dentro”, relembrou.

A cena seguinte jamais será apagada da memória de Jancilane. Mesmo com a resistência do homem em abrir o eletrodoméstico, ela insistiu. “Quando ele abriu a geladeira, eu vi vários sacos e comecei a gritar que ele tinha matado meu irmão”, disse.

Assassino confesso

À polícia, Bruno admitiu ter cometido o crime. Segundo informações divulgas pelo Portal Procurados.org, Bruno alegou à polícia que a motivação para o assassinato brutal foi o fato dele, supostamente, ter sido sedado e estuprado duas vezes pela vítima, identificada como Thiago Lourenço.

A vítima e o suspeito confesso moravam juntos em uma casa no Morro de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio de Janeiro.

A confissão foi dada em depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Ele afirmou, ainda, que um dos estupros ocorreu há cerca de oito meses e que o último teria ocorrido há cerca de 90 dias.

Na versão de Bruno, em ambas as ocasiões, ele teria adormecido após comer lanches oferecidos por Thiago.

As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

Acusado

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