Suspeito de mandar matar promotor paraguaio que investigava o PCC é preso no RJ

Miguel Ángel Galeano, que também é paraguaio e conhecido como 'Tio Rico", foi preso no Recreio dos Bandeirantes, no Rio

  A polícia do Rio de Janeiro prendeu na noite de quinta-feira (9) o suspeito de ter mandado matar um promotor paraguaio que investigava a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Miguel Ángel Galeano, que também é do Paraguai e conhecido como "Tio Rico", era procurado por suspeita de ter ordenado o crime, ocorrido na Colômbia no ano passado. O promotor paraguaio Marcelo Pecci, de 45 anos, que combatia o crime organizado, o narcotráfico e a lavagem de dinheiro, foi assassinado durante sua lua de mel, em maio. Além da investigação contra o PCC, ele atuou em casos como o da prisão do ex-jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho, por portar documento falso. Ele havia se casado fazia dez dias e passava a lua de mel em uma praia particular, pertencente a um hotel, na ilha de Barú, na Colômbia. Homens chegaram em motos aquáticas e dispararam contra ele. Suspeito de ter ordenado a morte, Miguel Ángel Galeano foi localizado no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. As investigações mostram que ele tem negócios na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Ele seria responsável ainda por remessas de drogas do Brasil para países da Ásia e da Europa. "Tio Rico" prestou depoimento e deverá ser encaminhado para as autoridades paraguaias nos próximos dias.

Casos de destaque

Pecci atuava em investigações contra o PCC e liderou a operação Zootopia, que abalou a estrutura da maior facção criminosa brasileira no Paraguai, com uma apreensão de 500 quilos de cocaína, em 2017. O promotor também investigava uma chacina ocorrida no ano passado, em Pedro Juan Caballero, que terminou com a morte de quatro pessoas, entre elas a filha do governador da província de Amambay. As autoridades avaliavam se a matança ocorreu em razão de uma disputa de poder. A cidade, que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, virou foco de crimes constantes ligados ao tráfico de drogas. Ele também atuou no caso do jornalista brasileiro Leonardo Veras, assassinado por pistoleiros em Ponta Porã, em 2020.

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