Hungria pede ao governo brasileiro documentos para extradição do megatraficante

O Ministério Público Metropolitano da Hungria pediu ao governo brasileiro o envio da documentação para formalizar o pedido de extradição de Sérgio Roberto de Carvalho, 68, o major Carvalho, considerado o maior traficante internacional de drogas pela Polícia Federal brasileira e que passou quase dois anos foragido após uma grande operação em novembro de 2020.

“A documentação deve ser enviada pelas autoridades brasileiras até o dia 2 de agosto, quando expira o prazo da prisão para a extradição”, afirmou Bettina Bagoly, porta-voz da Procuradoria Metropolitana de Budapeste.

O Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV apurou que os trâmites para a extradição já foram feitos pela Polícia Federal junto à Justiça Federal no Paraná, de onde saiu o mandado de prisão contra o major Carvalho, e que o processo já foi encaminhado ao Ministério da Justiça para que formalize e envie os documentos para a Hungria. 

Pedimos um posicionamento ao Ministério da Justiça sobre o andamento do processo, mas até a publicação desta reportagem não recebemos resposta.

“As autoridades húngaras só poderão examinar se forem apresentadas peças de informação que deixem claras as condições da extradição”, enfatizou Bagoly sobre os documentos aguardados pela Hungria do governo brasileiro.

Carvalho foi preso em 21 de junho por forças de segurança na Hungria, após uma ação de cooperação internacional da Polícia Judiciária de Portugal, da Polícia Federal brasileira, da Europol e da Interpol.  Ele foi preso em um restaurante em um ponto turístico no centro de Budapeste, capital da Hungria, e apresentou documentos falsos, dizendo ser um cidadão do México.

Após a detenção na Hungria, seu advogado tentou recorrer da prisão, mas o recurso foi negado. “O tribunal de segunda instância aceitou o pedido do promotor e manteve a decisão do Tribunal Metropolitano pela manutenção da prisão temporária para extradição”, informou o Ministério Público da Hungria.

O megatraficante estava foragido desde 23 de novembro de 2020, quando uma operação coordenada pela PF tentou prendê-lo em um apartamento em que vivia com identidade falsa em Lisboa, Portugal.

A organização criminosa liderada por ele já havia movimentado mais de 50 toneladas de cocaína e cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro.  Na fuga de Portugal, Carvalho chegou a deixar para trás uma van com malas com 12 milhões de euros em dinheiro, o equivalente a R$ 60 milhões. Ele teria fugido de avião para Kiev, na Ucrânia, e seu último paradeiro, segundo a PF, era Istambul, na Turquia, até ser identificado e preso em Budapeste, na Hungria.

Procuramos também o advogado de defesa de Sérgio Roberto de Carvalho na Hungria, mas ele não retornou nossos contatos.

 

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