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Gaeco prende secretários e vereador

Prefeito afastado, vereador e secretários municipais presos. Uma operação realizada pelo Gaeco de Franca, com apoio da Polícia Militar, chacoalhou o meio político em Morro Agudo, na madrugada de quarta-feira, 11-04-2018. Sessenta homens foram empenhados na ação para cumprirem seis mandados de prisões temporárias e 18 de busca. A ação, denominada “Eminência Parda”, tem o objetivo de apurar crimes praticados por políticos, servidores públicos e empresários.

Foram presos o vereador Elvis Júnio Marques (PT), o “Juninho Serralheiro”; o secretário de Obras, João Marcos Ficher; a chefe do setor de Licitações, Mara Cristina Braga Pereira; a secretária do prefeito, Elisiane Ferreira; e o ex-assessor Tiago Stolarique. Marido da secretária da Saúde, ele foi candidato a prefeito pelo PT nas eleições de 2012 e é aliado do atual prefeito.

Também alvo das buscas a secretária de Administração, Cleire de Souza, não foi encontrada e é considerada foragida. O prefeito Gilberto Barbeti (PDT) foi afastado do cargo pela Justiça por 90 dias. Em princípio, ele não foi preso, mas os promotores apreenderam documentos, computadores e celulares na casa dele. Buscas semelhantes também foram realizadas na Prefeitura.

Segundo a polícia, a investigação teve início no ano passado, quando Tiago caiu no grampo telefônico de outra operação do Gaeco, a que apurava fraudes nas licitações para coleta de lixo. “Apesar de estar com os direitos políticos suspensos e, portanto, impedido de assumir função pública, ele atuava como braço direito do prefeito, participando ativamente dos negócios públicos e usurpando de forma ilegal de uma função que não lhe cabia”, disse o promotor Rafael Piola.

Ao iniciar nova investigação específica em Morro Agudo, os promotores descobriram que estavam diante de uma organização criminosa atuando para lesar o poder público. “Eles fraudavam licitações, direcionavam contratações, falsificavam documentos públicos, desviavam rendas públicas e praticavam corrupção.”

Segundo os promotores, o vereador, que é dono de uma serralheria, era beneficiado em contratações e prestava serviços à Prefeitura usando CNPJs de outras pessoas jurídicas. Em troca dos benefícios, dava apoio ao prefeito na Câmara. “Ele também recebia combustível à custa do erário para fins pessoais e participava dessa engrenagem que se instalou no poder público para angariar valores e ganhar poder político”, completou o promotor Paulo Carolis.

As prisões são temporárias por cinco dias, podendo serem prorrogadas por igual período. Os cinco presos foram trazidos para Franca e recolhidos na cadeia do Jardim Guanabara. Os interrogatórios começam hoje. Os promotores apuram crimes de responsabilidade, corrupção, peculato, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 Fonte : www.gcn.net.br

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